MÁRCIA FREIRE (Cheiro de Amor)



A Equipe do Abadalação esteve na inaguração da Sede do bloco Jerimum (Natal/RN) onde Márcia Freire concedeu uma entrevista exclusiva.



Nome Completo, quando e onde nasceu?
Márcia Maria de Souza Freire. Nasci em Salvador, 20 de dezembro

Existe alguma música na rádio ou algum artista que lhe chama atenção atualmente?
A rádio está muito louca (risos). Eu acho que o trabalho de todo mundo é legal, o nosso também. Tá aí tocando. A rádio hoje tem uma abertura de músicas de A a Z, digo, música pop, brega, sertaneja, baiana. Entao isso é que é legal, que você tem uma escolha. Você pode ouvir o que você quiser.

Tem gente nova que tá pintando no pedaço, como Jorge Vercilo, Lenine... entre outros artistas.

Qual música da Banda Cheiro não pode faltar no repertório?
Canto ao pescador.

Como você entrou na carreira artística?
Eu sempre tive uma tendência para isso. Acho que já nasci artista. Minha mãe tocava piano e meu tio cantava. E eu acho que sempre tive a música na veia mesmo, era o que eu queria fazer desde pequena, quando já cantava em festivais.

O Cheiro tem feito algum show fora do país?
Já, vários! Já fizemos em Nova York e em Miami. Este ano a gente já foi para Portugal. Diria que passamos uma temporada de quase 2 meses em Portugual. A gente ia e voltava. Tinha vôo direto. Então a gente tocou bastante em Lisboa (Portugal).

O "Calor" dos estrangeiros é o mesmo do povo brasileiro?
Eu vou dizer uma coisa, as vezes até um pouquinho mais, as pessoas são carentes de um trabalho diferente. O que envolve a gente é que lá você tem show de outras bandas internacionais, mas que não é a lingua. A gente fala português, e isso facilita nossa leitura, nosso diálogo.

No carnaval Baiano foi bastante comentado o momento em que você convidou Carla Visi e Margareth Menezes para cantar com você no trio. Como foi esse momento para você?
No carnaval da Bahia rola de tudo. As pessoas estão interagindo. Lá estavam Tony Garrido do Cidade Negra, o Marrone (Bruno e Marrone) tava lá, chamei o Marrone pra cantar. Eu cantei com a Daniela Mercury. Eu no trio e ela no camarote. Quando eu passei pelo camarote (no Campo Grande) estavam a Carla Vissi e a Margareth. Então claro, a coisa mais linda e magnífica que pode acontecer são os encontros.

Eu parei, não só porque a Carla Visi foi cantora da Banda Cheiro de Amor, que fez um trabalho maravilhoso e tem uma voz lindissima. Mas porque ela é maravilhosa. E a Margareth que é demais! Sou fã dela. Foi um momento onde o bloco todo escreveu cartinhas e mandaram emails...foi o "ponto G" da história!

Como você define seu estilo musical e se considera ele axé music?
Olhe, eu nunca falei assim, "Axé Music". Eu falo música baiana. Eu me considero uma artista. Eu comecei no barzinho, a gente cantava na noite, música de todos os estilos: Elis regina, mpb em geral... Depois eu fui fazer crooner e Banda de Baile, que eram 6 horas de apresentação! Você tocava Pop, música americana, romantica, etc. Aí eu parti para o trio onde foi realmente minha devoção, minha carreira. Mas a gente toca tudo...

O que mudou da gravação do primeiro CD em 87 até hoje?
Muitas coisas foram se renovando, foram se estruturando. Mudou o som, timbragem... Hoje estamos retornando ao nosso estilo passado. É algo meio que redondo. É meio que louca a história.

Como foi a participação de Tatau do Araketu no CD?
A participação de Tatau foi meio que louca, porque quando eu cheguei lá, ele já tinha colocado a voz. A gente não chegou a se encontrar no estúdio. Mas ele é meu amigo de muitos anos, de lugar mesmo, eu conheci ele em Piripiri, onde nasceu o bloco. Foi uma participação maravilhosa. Só veio a contribuir para nosso trabalho.

Vocês estão com algum projeto especial?
Inicialmente a gente está com um CD, trabalhando nele, e mantendo contato com a galera da MTV que está fazendo um trabalho diferente de DVD.

Vocês puxam várias micaretas pelo Brasil, qual o diferencial do Carnatal?
O Carnatal foi onde começamos, fomos pioneiros juntos com BamdaMel, Netinho, "mô galera". Então a gente se sente meio assim, colaborador, meio pai do filho.

Como é puxar o Caju por tanto tempo e estar agora no Jerimum?
Ficamos sabendo que não ia mais rolar o bloco, que o Caju não ia sair no Carnatal. Fiquei triste até em relação ao próprio bloco. Depois eu soube que na verdade iria haver uma mudança. Eu achei válido. Então, o Jerimum nós convidou. Hoje estamos com uma nova família, um novo bloco. É normal mesmo.

Uma mensagem para a galera?
Quero dar um beijão nessa galera e dizer que a gente vai dar toda a alegria e fazer tudo que a gente sabe fazer de bom, que é cantar e levar a emoção pra galera do Jerimum.

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