MÁRCIA FREIRE

por Daniel Campos | Revisão: Josemar Júnior

Maria Freire está de volta a carreira solo. Depois de duas passagens pela banda Cheiro de Amor ela fala sobre seus novos projetos e sobre sua passagem pela banda. Dá sua opinião sobre Alyne - a nova vocalista - e manda um recado especial para os fãs.

Você foi a primeira artista a ser entrevistada pelo Abadalação.Com. Na época, você estava saindo da carreira solo e voltando para a banda Cheiro. Agora você volta novamente para a carreira solo. Qual o motivo de tantas mudanças?
Isso é normal da vida da artista. Eu retornei ao Cheiro, na primeira vez, porque Carla Visi saiu. Já tinha retomado a minha amizade com o Cheiro - saímos meio que brigados - pediram que eu ficasse 3 anos, até arranjarem uma cantora. Nós fizemos um contrato entre a gente, não-oficial, e quando completou 3 anos, eu saí e Alyne assumiu. Uma coisa que já estava combinada e certa que ia acontecer.

Qual o seu contato com Alyne? Você participou da escolha dela?
Não participei da escolha de Alyne. Até faria isso, mas não houve tempo. Foi tudo muito rápido e quando eu vi, já estava escolhida a nova vocalista. Não tive responsabilidade na escolha dela. Eu a Conheci, achei ela uma ótima garota, mas não posso falar do trabalho dela, pois ainda não vi. Acho que ela ainda está inexperiente, normal por ser uma cantora nova, mas isso se resolve com o tempo.

Você já fez vários shows internacionalmente. Inclusive, puxou o primeiro trio elétrico fora do Brasil. Como foi essa experiência?
Eu fiz Cancún. Foi até uma carreta, o trio nasceu lá mesmo. Mandaram Pedrinho para lá fazer a decoração e pintura e depois mandaram técnicos que fizeram da carreta a loucura toda que é o trio elétrico.

Deu pra comparar com os trios daqui?
Saiu imenso, com um som mediano, mas deu pra fazer a festa. Foi bem legal!

Quais seus planos atuais?
Depois do Carnaval eu pretendo fazer o meu disco. As pessoas andam cobrando bastante. Mas eu estou pensando muito como fazer. Vou me reunir com os compositores, "tête-à-tête", aquele corpo a corpo, aquele carinho que a gente às vezes esquece de estar com o compositor. Já convidei alguns deles como Tonho Matéria, Jauperi, Alexandre Peixe, vários compositores de músicas de sucesso em Salvador e de gente nova também, pra gente ver o que eu vou gravar e resgatar algumas coisas.

Agora há pouco você disse que estava preservando a voz pra essa maratona que é o Carnaval. Mas esse ano você está tocando em Natal (RN) e Macau (RN). Como é conciliar isso tudo com Salvador (BA)?
Ano passado, quando eu estava no Cheiro, fiz 5 dias de Carnaval. Na quinta, saí do bloco A Barca em Salvador, direto para o aeroporto e de lá para Palmas, no Tocantins. Tudo muito corrido. Uma loucura! Esse ano está mais tranquilo. Uma das coisas boas da carreira solo é você poder escolher os seus shows. Carnaval eu não faço mais 5, 6 dias. Acaba afetando e desgastando a voz e saindo muito sacrificada.

Uma mensagem para todos os seus fãs?
Eu tenho um carinho muito especial por eles. A maioria começou comigo, desde a época do Cheiro. Eu fiz muitas canjas nesse verão. Andei comentando até que ia começar a cobrar por elas! (risos). Tocava as músicas da minha carreira e as pessoas cantavam. É uma emoção, porque marca a sua tragetória. Eu fiz com Ivete Sangalo duas vezes: Pier Bahia e Festival de Verão; Fiz com Margareth Menezes, com Xanddy do Harmonia do Samba, com várias pessoas.

Os fãs estão comigo há muitos anos. Eu tenho é que mandar um beijo muito especial pra todos eles, dizer que fazem parte da minha carreira, porque o sucesso é dividido. Se hoje eu estou aqui, muita coisa tem haver com eles. Mesmo não estando na mídia, nem com uma música de sucesso atualmente, logo depois vai ter! (risos). Mas tem muitas ao longo de 17 anos de carreira. E mesmo assim eles estão comigo. Onde eu estou eles lotam, principalmente aqui em Natal. O Reveillon mesmo eu fiz aqui, lotou e as pessoas me dizíam: "Eu vim lhe ver!". Eles são especiais.



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