Tomate | Rapazolla
por Daniel Campos | Revisão por: Josemar Júnior
Simpatia, juventude e muito garra. Assim a gente pode resumir o primeiro contato com Tomate, vocalista da Banda Rapazolla. Em entrevista exclusiva, ele nos conta um pouco da sua carreira, curiosidades de sua vida e como se sente chegando ao sucesso em tão pouco tempo.
Qual seu nome completo?
Tomate da Feira... mentira! (risos) Fabrício Cardoso Kraychete.
O Tomate criou o cabelo ou o cabelo criou o tomate?
O Tomate foi criado pelo cabelo. "Tomate" é apelido de infancia, aos 8 anos, quando raspei a cabeça, tomei muito sol e voltei vermelho pra caramba. Aí o pessoal me apelidou de Tomate. Aos 18 anos veio a vontade de botar o cabelo vermelho e botei. Por isso que eu falo que o Tomate veio primeiro que o cabelo.
Como você começou a cantar?
Comecei no colégio em Salvador, por sinal um colegio muito legal, na minha sala algumas pessoas sabiam que eu cantava. Tinha uma oficina de musica e cada sala tinha que ter um representante, eu era bem timido e não tinha vontade de ficar me apresentando. Pior ainda passar pela minha cabeça um dia seguir a carreira de musica. Afinal, minha mãe como boa conservadora não admitiu nunca. Hoje em dia eu tive que provar a ela o que eu queria, do que eu era capaz, pra ela estar de bem comigo hoje.
Foi dificil pra caramba. Minha mãe com todo Brasileiro é uma pessoa que batalhou muito. Criou 3 filhos sozinha, pagava colegio caro, pra dar educação em primeiro lugar. Ela sempre disse oque o futuro da gente é nossa educação.
Ai terminei o terceiro ano, fui fazer vestibular (pra música), passei e não continuei. Mas eu tenho 22 anos, a vida ta começando, e graças a Deus eu consegui iniciar meu trabalho bem - tão novo - e tomara que a cada dia a gente cresca e evolua cada vez mais. Que faça uma musica verdadeira. É isso que o povo quer, originalidade, porque o que nao falta é personalidade no Rapazolla.
Você se declarou um grande fã de Ivete...
Eu Sou!
E hoje, você teve a grande responsabilidade de fechar um show dela, como é estar ao lado de um ícone da música brasileira?
A Ivete é maravilhosa, fora do comum. Todos nós gostamos. O sucesso dela não é em vão, ela merece isso tudo. E pra gente é uma alegria e uma satisfação imensa estar tocando ao lado dela. Ivete é a melhor artista do Brasil, na minha concepção, e tenho certeza que na concepção de muitos foliões. É sempre bom estar aprendendo e tocando melhor.
Como está a expectativa para os próximos 3 grandes eventos que vem por aí: Recife Indoor (PE), Carnatal (RN) e Carnaval de Salvador (BA) 2006?
Recife Indoor será a primeira vez que a gente vai fazer. A gente ainda não conhece Recife. Afinal de contas, nosso trabalho está sendo todo pro Sul do Brasil. A gente já fez também Minas, Terezina, Acre... Mas ainda não veio pra esse lado do Nordeste. É a primeira vez em Natal hoje e vamos estar a primeira vez em Recife.
A ansiedade cada dia mais cresce. Porque os pontos que a gente não tocou ainda, a gente vai com cautela, vai com muita segurança, para que o público conheca nosso estilo e nossa musica. Para que cada vez a gente ganhe fãs e consolide ainda mais nosso trabalho.
Depois vem o Carnatal. Hoje já foi uma prévia, o pessoal ja conheceu o Rapazolla. Isso que é o mais bacana. Deu pra ver o que é o Rapazolla no trio eletrico. O tanto que a gente só toca pra frente, e aqui a gente não para. Já deu pra mostrar. Já deu pra botar a cabecinha, digamos assim (risos).
E por fim o Carnaval de Salvador que me revelou. Próximo ano posso dizer que vai ser melhor ainda. A gente já está se preparando, ou melhor, os nossos shows já são preparações. Agora é chegar no Carnaval de Salvador e arrebentar.
Você se sente já entre as grandes bandas de Axé?
Não sei, eu me sinto o Rapazolla. O menino alegre, carnavalesco. Eu sou muito verdadeiro, original. A gente não tem que ficar se achando não. Tem que fazer o som e deixar que o povo julgue. Se o povo acha que a gente tá entre as grandes bandas, ótimo! Senão acha, a gente vai lutar pra que um dia esteja.
Você já foi um folião?
Já, já. Eu costumo dizer que o cara pra ser artista tem que ser folião. Eu desde os 3 anos de idade já pulava em bloco. Inclusive no outro Eva. Que eu vou puxar no Carnaval de Salvador. O Alô Internet que puxei o ano passado e vou puxar de novo. Já pulei com ASa, com Chiclete. Eu sou da galera, sempre falei isso, o cara que é cantor, principalmente puxador de bloco, tem que ter sido um dia folião. E eu fui foliao, acho que por isso que tenho essa facilidade de interagir com o publico de tocar o que eles gostam. Fazer realmente a festa.
O Rapazolla toca de tudo. Toca axé, pagode baiano, pop rock. Como você considera seu estilo?
Rapazolla é Rapazolla, a gente é como é, eu sou como sou. A gente tem um estilo que é universal. A gente é uma banda de carnaval, mas a gente tem nossa versatilidade, como a Ivete tem, e é o segmento que a gente quer pro nosso trabalho. Mente aberta, olhar pra todos os lados e de repente, fazer todo estilo de musica. Mas o Rapazolla é carnaval na veia, é musica bahiana. Pode ter certeza disso. Mas é música universal.
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Todos os micareiteiros e rapazeada do Abadalação.Com: foi massa aqui hoje! Espero todos vocês no Carnatal, valeu pela atenção, pela receptividade e pelo carinho. Muito obrigado a todos! Aquele axé!
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