CAPILÉ



Capilé, um dos cantores mais irreverentes do Carnatal fala sobre sua carreira para o Abadalação.Com



Nome completo e data de nascimento?
Lenilson Costa de Macedo. 25 de setembro de 1960

De onde surgiu o apelido Capilé?
Capilé surgiu de uma novela dos anos 60 e também do futebol. Joguei futebol e esse nome foi tomando conta e até hoje não consegui deixar mais de ser Capilé.

Onde nasceu e como iniciou a carreira artística?
Nasci em Campina Grande. Eu iniciei nos bares, na noite, tocando mpb. Caetano, Gil, Jackson do Pandeiro. E depois gravei um disco de forró em 85 que começou a despontar e ficamos fazendo forró de 85 até 88. Até que veio a Micarande em 90 e entrei para esse ritmo do carnaval.

E de onde vem o jeito irreverente de Capilé?
Uma das grandes marcas da gente é a brincadeira, o descompromisso. É o compromisso com a alegria, com a festa, meu compromisso é levar as pessoas para se divertir.

Fora o Carnatal, quais outras micaretas que você puxa?
Eu tenho até o prazer de ser um dos fundadores do Carnatal, estou aqui desde o primeiro. Puxo tambem a Micarande, Micaroa, Fortal. Tem uma no interior de SP, em Mirante do Paranapanema, em Currais Novos, o Carnaxelita. Somando são mais de 20 no total.

Qual sua relação com Durval Lelys do Asa de Águia?
Eu que gravei a música "Bota pra ferver", que descobri aqui no carnaval da Redinha. Foi um dos lugares que me projetou pra carnaval. Através dessa música eu conheci o Durval. O primeiro show que Durval fez aqui foi com a banda Palov, da qual eu tomava conta. Por isso que tem toda essa relação.

Antes do abadá ser abadá, era mortalha, na mudança, você fez uma música, como foi?
É uma idéia da cabeça do maluco do Durval. Cheguei em Salvador pra fazer meu disco e ele tava com a idéia de fazer o abadá. Coincidentemente, foi na época que Durval puxava o Jerimum, que foi o primeiro bloco aqui a mudar de mortalha pra abadá. Essa música aqui em Natal, detonou de um jeito que até hoje é uma referência pra gente.

Surpresas este ano no Carnatal?
A surpresa é o próprio bloco, o Burro Elétrico já é uma surpresa. Se eu sou irreverente, o público do Burro é mais irreverente ainda.

Algum novo projeto?
Eu estou precisando de um tempo pra mim, pra fazer um disco. Mas graças a Deus eu não tive tempo ainda. Fizemos agora 2 meses de campanha política. Espero já começar no projeto de um disco novo, a partir da semana que vem.

Como você considera seu estilo?
Meu estilo é como disseram num carnaval em Mossoró: "Na sexta o batuque de fulano, no sábado o axé de Beto Jamaica e no domingo a mistura geral de Capilé". Eu me considero assim, essa geléia geral mesmo, é uma coisa que rola de tudo. A gente toca de tudo, funk, forró, axé, lambada...

E como você vê a caracterização que deram às bandas que tocam esse tipo de música, de Axé Music?
Tudo precisa de um rótulo, e axé music foi um rótulo criado, pois a mídia precisa de algum dado. Então ao invés de falar música baiana, preferem axé music, pois é mais vendável.

Muita gente de Natal lhe conhece inclusive por causa do carnaval de Pirangi (Praia do Litoral Sul do RN), quais as lembranças que você tem do carnaval?
É como eu digo, os carnavais das praias de Natal me deram régua e compasso. Eu antes de fazer os carnavais aqui, fazia carnaval em orquestra, na Paraíba. A primeira vez que fiz carnaval assim propriamente dito, foi aqui na Redinha primeiramente, e depois em Pirangi.

Qual sua relação com Natal?
É minha segunda terra natal.

E uma mensagem para a galera que esta esperando Capilé na avenida?
Vamos matar a saudade de uma forma super energética e alegre, este ano estamos vindo com nosso trio, no ano passado não viemos com ele. Mas esse ano vai ter um sabor todo especial!

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