Você é de Macau e o Carnaval de Macau vem sendo considerado um dos melhores do RN. Como é fazer parte dele?
Pra mim é um privilégio. Eu me sinto muito honrada em participar desse Carnaval. Minha adolescência foi brincando no bloco Jardim de Infância. Em 2000 eu puxei o "Jardim", foi uma emoção imensa. E daí pra cá sempre tenho feito o carnaval, e vou estar novamente em 2003. Quem não passou o Carnaval em Macau vá pra lá porque vale a pena!
Aos 19 anos você foi convidada pela banda Jaedson da Bahia para viajar pelo Brasil. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência fantástica. Até então eu só cantava em barzinho e tive essa primeira experiência com esse pessoal da Bahia. Fiz algumas cidades do Interior da Bahia e de Goiás. A galera da banda era muito legal. A gente cantava Axé, mas era um repertorio muito variado. Naquela época era aquela coisa de baile ainda.
Que outras Micaretas você já puxou, fora o Carnatal?
Eu puxei o AltoFolia, o Carnaxelita, o CearaMirimFest (A turma da Foca) ...
Qual o estilo Lane Cardoso?
Eu costumo dizer que o Brasil é tão rico. Eu tive muitas influências. Minha formação músical é do forró ao carnaval. O Nordeste tem aquela coisa do forró no sangue, tem a música Popular Brasileira que eu adoro cantar... Eu sou bem eclética, gosto de cantar tudo. O carnaval já foi um desafio pra mim, o axé foi um desafio e agora em 2003 o forró vai ser um desafio. Vai vir um show de forró pra arrebentar.
Teria algum problema se você passasse a ser rotulada como uma cantora de Axé?
Eu tive o prazer de participar do Carnatal, e um evento de bandas da Bahia não pode deixar de ter um repertorio de axé. Eu gosto muito de axé, nunca deixa de estar dentro do meu repertório. Mas eu não me vejo rotulada como uma cantora de Axé.
Alguma novidade no bloco que você já possa contar?
Surpresa (risos). "Ragatanga"...
E esse sorriso de menina?
(Risos). Eu digo "sorriso de lata". Depois que botei o aparelho ficou sendo o sorriso de lata. Fiquei com cara de adolescente, mas é só o sorriso mesmo (risos).
Como está a cena potiguar para as bandas locais?
Acho que tem havido uma evolução. Tem mais bandas, as pessoas buscaram se profissionalizar mais. Já pensam em fazer uma produção maior. Eu quando comecei a cantar fazia tudo em violão. Faz parte. Hoje bandas como Officina, Inácio Toca Trompete já têm um CD, já fazem um trabalho mais elaborado. E ainda tem o apoio das leis de incentivo a cultura que contribuem para que haja essa evolução.
E a resposta do público?
Eu acho que falta tocar mais a música local no rádio. Quando o publico não conhece fica mais dificil de assimilar os trabalhos. A partir do momento que você populariza o trabalho ao publico, fica mais facil ter uma troca. O público tem sido muito receptivo comigo. Eu fico muito feliz!
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